Após a dinâmica de linkar os objetos trazidos com os de outras pessoas,
as conexões estabelecidas com o meu objeto (caderno em branco, capa dura, cor
sólida) foram: com uma bolsa, uma faca e um cobertor. As primeiras tentativas
de pensar alguma correlação possível entre os objetos foi o exercício de
imaginar uma situação ou contexto no qual esses objetos pudessem coexistir- no
entanto, essa junção seria meramente finalística.
Reformulando as conexões possíveis, o caminho se deu de maneira a
pensar no que estes objetos sugerem e confessam: cadernos guardam memórias através
de mecanismos de linguagem (verbal e não verbal, além da dimensão simbólica,
que não pode ser mensurada). A bolsa usualmente é utilizada como objeto cujo
princípio é guardar e transportar, característica também oferecida pelo
caderno, porém a materialidade dos objetos passíveis de serem guardados na
bolsa abrange gamas “maiores” – uma vez que, dentre esses, o próprio caderno
pode ser guardado na bolsa; adicionando assim dimensões a um objeto cuja
materialidade é bastante rígida e bem definida. O cobertor, por sua vez,
poderia ser utilizado como bolsa (simulando um pau de arara ). Porém ainda
existia um apego forte com a lógica do objeto em si e não o que ele(s)
possibilitam, fugindo aqui para uma possível investigação da questão da
virtualidade.
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