quinta-feira, 7 de julho de 2016

Ciranda em torno de mini-mundos - (rede entre os objetos)

Após a dinâmica de linkar os objetos trazidos com os de outras pessoas, as conexões estabelecidas com o meu objeto (caderno em branco, capa dura, cor sólida) foram: com uma bolsa, uma faca e um cobertor. As primeiras tentativas de pensar alguma correlação possível entre os objetos foi o exercício de imaginar uma situação ou contexto no qual esses objetos pudessem coexistir- no entanto, essa junção seria meramente finalística.


Reformulando as conexões possíveis, o caminho se deu de maneira a pensar no que estes objetos sugerem e confessam: cadernos guardam memórias através de mecanismos de linguagem (verbal e não verbal, além da dimensão simbólica, que não pode ser mensurada). A bolsa usualmente é utilizada como objeto cujo princípio é guardar e transportar, característica também oferecida pelo caderno, porém a materialidade dos objetos passíveis de serem guardados na bolsa abrange gamas “maiores” – uma vez que, dentre esses, o próprio caderno pode ser guardado na bolsa; adicionando assim dimensões a um objeto cuja materialidade é bastante rígida e bem definida. O cobertor, por sua vez, poderia ser utilizado como bolsa (simulando um pau de arara ). Porém ainda existia um apego forte com a lógica do objeto em si e não o que ele(s) possibilitam, fugindo aqui para uma possível investigação da questão da virtualidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário